Continuando a serie de posts sobre as novas músicas no Guns venho falar dessa que é uma das minhas preferidas "Madagascar".Essa música é uma das mais antigas dentre as "novas" e é uma música muito rica, e isso é uma das coisas que me fascina dentro do mundo da música. Quando uma música possui tantos elementos que entrelaçam com tanta harmonia isso torna-se uma ferramente de expressão fulminante.
Não confundam entretanto o termo rica com o termo complexa, são coisas diferentes...mas nao vamos entrar nessa discução pois é uma discução longa demais pra um simples post.
Bom pra começar essa música uma coisa polemica, a voz do Axl. Ele meio que iverte a maneira que usa sua voz. Vou explicar melhor:
Nas partes graves ele geralmente canta com uma voz limpa, e nessa música ele canta grave e rouco. E nas partes agudas ele usava sempre uma voz rasgada e nessa música ele usa a voz limpa pra cantar agudo. E podem acreditar que isso desagrada muita gente que é, digamos, um pouco mais conservadora quando se trata de Guns.
Vocês ja repararam na letra dela? Uau cara é uma das letras mais legais do Guns n' Roses. Fala sobre ficar isolado, sozinho e talvez por isso o nome da canção seja Madagascar. Quando o Axl começa a música com aquela voz grave e rasgada vocês não lembram de um homem mais velho, amargurado? É exatamente isso que ele mostra na letra, onde fala da tristeza de ser abandonado, esquecido e envelhecer.
Sacaram onde mora a genialidade disso tudo? Quando você ouve prestando atenção na letra, e na voz dele, isso passa uma verdade, um sentimento, algo difícil de explicar. Algo extremamente bonito e verdadeiro e é assim que eu descreveria esse começo da música.Ouvindo um pouco mais chegamos ao refrão e é realmente um belo momento da música onde o Axl canta o refrão com apenas uma palavra. O refrão ficou muito legal sem letra, sendo cantado apenas em vocalize e o Axl demonstrando nesse trecho que tem um "puta" controle vocal, ele realmente faz o que quer com a voz. No refrão destacam-se também as guitarras que ficam de fundo fazendo contra cantos melodicos e modernos entre as respirações do Axl, com um timbre maravilhoso e cuidadosamente bem escolhido pra essa canção.
Após essa parte eu destaco o solo do Buckethead como uma das partes mais interessantes. Nesse solo ele nao toca muito rapido e não é por motivos tecnicos que o solo chama atenção e sim pela maneira que é composto. Se você reparar bem vai ver que existe uma orquestra surgindo de fundo, e enquanto isso temos toda a banda tocando, o Buckethead solando e uma mixagem de diversos discursos que estão ali para acrescentar ainda mais informação e densidade a música. E nessa hora vemos a qualidade do solo pois é muito bem composto para se encaixar perfeitamente com a orquestra, é quase como um trecho de um concerto onde a orquestra toca a harmonia e um único violino faz um solo simples, mas que diz exatamente o que a música pede, sem se tornar o centro imediato da atenção, mas sendo fundamental pra música.
No final do solo então temos um trecho incrível onde se combinam três elementos pra criar um clima fantástico: O discurso chega ao final com a mensagem "I have a Dream" de Luther King, um momento historico, enquanto isso a guitarra de Buckethead repete um pequeno lick inquieto e pronto pra explodir em algo gigantesco, e no fundo ouve-se a orquestra tocando um intervalo de um semitom em uma região extremamente grave deixando o final do solo cuidadosamente cinemátográfico, vale a pena ouvir com atenção.
O trecho que vem a seguir na música é a mistura de versos ja ouvida anteriormente, mas com as maravilhas do estúdio eles fazem com que o Axl cante todas as partes ao mesmo tempo, e com as dobras da voz temos a sensação incrivel de ouvir pelo menos 4 "Axl's" cantando o trecho, com vozes se intercalando e se complementando o que faz com que o final dessa música bem mais excitante.
Bem o post foi grande e não quero me alongar mais pois sei que poucos lerão até aqui.
Espero que tenham gostado. Bye!

*Clique aqui para ler também o review de Rhiad and the Bedouins

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1 comentários:
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